Por que tomar decisões pode ser tão difícil?
Descrição do Entenda por que tomar decisões pode gerar medo, insegurança e necessidade de aprovação — e como construir escolhas mais conectadas consigo.
9/1/20264 min read
Por que tomar decisões pode ser tão difícil?
Existem decisões que, por fora, parecem simples.
Mudar ou ficar.
Aceitar ou recusar.
Terminar ou insistir.
Começar ou esperar mais um pouco.
Mas, por dentro, elas podem parecer enormes.
Às vezes, você pensa tanto sobre uma escolha que acaba ficando paralisada. Analisa todos os cenários, imagina tudo que pode dar errado, pergunta a opinião de várias pessoas e, ainda assim, continua sem saber o que fazer.
E talvez o problema não seja falta de capacidade para decidir.
Talvez exista algo mais profundo acontecendo.
Quando escolher parece arriscado demais
Toda escolha envolve abrir mão de alguma possibilidade.
Quando você escolhe um caminho, os outros deixam de existir — pelo menos naquele momento.
E isso pode trazer medo.
Medo de se arrepender.
Medo de decepcionar alguém.
Medo de perceber que poderia ter escolhido diferente.
Medo de perder uma oportunidade.
Medo de assumir a responsabilidade pela própria decisão.
Por isso, algumas pessoas passam muito tempo tentando encontrar uma escolha que ofereça certeza absoluta.
Mas, na maioria das vezes, essa certeza simplesmente não existe.
“E se eu escolher errado?”
Essa pergunta costuma aparecer com muita força.
E ela parte de uma ideia importante: a de que existe uma resposta correta esperando para ser descoberta.
Como se, com análise suficiente, fosse possível eliminar completamente o risco.
Mas viver também envolve fazer escolhas sem conhecer todos os desdobramentos.
Algumas decisões só mostram seus efeitos depois que são vividas.
Talvez a pergunta não precise ser apenas:
“Qual é a escolha certa?”
Mas também:
“Qual escolha faz mais sentido para mim com aquilo que eu sei e sinto hoje?”
Quando você precisa da aprovação dos outros para decidir
Às vezes, a dificuldade de escolher não está apenas na decisão em si.
Está no medo da reação das outras pessoas.
“O que minha família vai pensar?”
“E se ele ficar decepcionado comigo?”
“Será que vão achar que estou sendo egoísta?”
“E se todo mundo disser que estou cometendo um erro?”
Quando passamos muito tempo orientando nossas escolhas pelas expectativas externas, pode ficar difícil distinguir aquilo que realmente queremos daquilo que aprendemos que deveríamos querer.
E então decidimos tentando evitar conflito, rejeição ou desaprovação.
O problema é que, nesse processo, podemos nos afastar cada vez mais de nós mesmos.
Pedir opinião é diferente de entregar a decisão
Conversar com outras pessoas pode ser importante.
Às vezes, alguém enxerga algo que não conseguimos perceber sozinhos.
Mas existe uma diferença entre ouvir uma opinião e precisar que outra pessoa diga o que fazer.
Quando buscamos muitas confirmações externas, podemos estar tentando diminuir a ansiedade de assumir uma escolha.
Se alguém disser “faça isso”, talvez pareça mais fácil.
Porque, se der errado, a responsabilidade parece menos nossa.
Mas construir autonomia também envolve aprender a escutar outras pessoas sem perder o contato com a própria experiência.
Nem sempre a decisão que faz sentido traz alívio imediato
Esse é um ponto importante.
Às vezes, imaginamos que, quando finalmente encontrarmos a decisão certa, vamos sentir paz.
Mas uma escolha pode fazer sentido e ainda trazer tristeza.
Você pode decidir terminar uma relação e sentir saudade.
Pode recusar uma oportunidade e ainda se perguntar como teria sido.
Pode escolher mudar de cidade e sentir medo.
Pode colocar um limite e sentir culpa.
Sentir desconforto depois de uma decisão não significa automaticamente que ela foi errada.
Algumas escolhas carregam perdas, dúvidas e ambivalências.
E quando eu realmente não sei o que quero?
Talvez você ainda não saiba.
E isso também é uma possibilidade legítima.
Nem todas as respostas aparecem rapidamente.
Às vezes, antes de decidir, precisamos compreender melhor nossos medos, necessidades, desejos e expectativas.
O que você faria se não estivesse tentando agradar ninguém?
O que nessa escolha é medo?
O que é desejo?
O que você está tentando proteger?
O que está tentando evitar?
Qual possibilidade faz você se sentir mais próxima de quem gostaria de ser?
Talvez não exista uma resposta imediata para essas perguntas.
Mas elas podem ajudar a construir um contato mais profundo consigo.
O papel da psicoterapia nas decisões
A psicoterapia não precisa ser um espaço em que a psicóloga diga qual caminho você deve seguir.
Na Abordagem Centrada na Pessoa, que orienta meu trabalho, o processo busca favorecer uma compreensão mais profunda da própria experiência.
Em vez de entregar uma resposta pronta, podemos olhar para aquilo que aparece por trás da decisão:
medos, expectativas, inseguranças, desejos, relações e necessidades.
Às vezes, quando conseguimos compreender melhor aquilo que sentimos, a escolha começa a ficar mais clara.
E, em outros momentos, talvez a clareza não venha antes da decisão.
Pode ser necessário escolher mesmo sem ter certeza absoluta.
Construir confiança em si também pode signific perceber que você é capaz de lidar com aquilo que vier depois.
Psicoterapia em Campinas e atendimento online
Sou Emanuele Augusta, psicóloga, e realizo psicoterapia presencial no Jardim Guanabara, em Campinas, além de atendimento psicológico online.
Meu trabalho é orientado pela Abordagem Centrada na Pessoa, acompanhando questões relacionadas a insegurança, autocobrança, relações, limites, autoestima, autenticidade e processos de autoconhecimento.
Se você percebe que passa muito tempo tentando encontrar a decisão perfeita, talvez a psicoterapia possa ser um espaço para compreender melhor aquilo que está por trás dessa dificuldade.
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Emanuele Augusta Psicóloga Clínica
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